
Sim — um relatório recente
aponta que uma falha envolvendo um software antigo do Banco Bradesco acabou
expondo uma assinatura digital usada por esse programa, e criminosos podem
estar explorando isso para distribuir malware que tenta burlar mecanismos de
antivírus. A seguir está o que se sabe até agora:
🔍 O que aconteceu
- Pesquisadores de segurança divulgaram que
o executável de um navegador legado do Bradesco (“Navegador Exclusivo
Bradesco”) foi copiado por agentes maliciosos e está sendo usado para
distribuir um trojan bancário ou algum malware similar.
- Esse arquivo era assinado digitalmente
pelo Bradesco. A assinatura digital, em teoria, garante ao sistema e
aos antivírus que o software é legítimo, o que cria um problema quando
criminosos distribuem uma versão adulterada ou que carrega malware
escondido — porque muitos antivírus tendem a confiar automaticamente em
arquivos com assinatura conhecida e válida.
Leia Também 👉 O Que é Malware?
🛠️ Por que isso foi possível
- O navegador em questão é uma ferramenta
antiga, criada em cima do Mozilla Firefox, e que não era mais
atualizado adequadamente desde cerca de 2016. Isso deixou o componente
suscetível a técnicas conhecidas de ataque (como DLL side-loading),
que forçam o programa legítimo a carregar bibliotecas maliciosas.
- Em DLL side-loading, o malware é
colocado junto ao programa legítimo de forma que, quando o software é
executado, carrega a biblioteca maliciosa em vez da original — e, por
estar dentro de um executável com assinatura legítima, alguns antivírus
não alertam o usuário.
📌 Posicionamento do Bradesco
- O banco afirmou que o “Navegador
Exclusivo Bradesco” já foi descontinuado e não deveria estar mais
disponível para download, e que não há evidências até o momento de
prejuízo ou impacto confirmado aos clientes.
- A recomendação do banco é usar navegadores
padrão do mercado ou os aplicativos móveis para acessar serviços
bancários.
⚠️ O que isso significa para usuários
- Embora a ruptura da assinatura digital não
provoque, por si só, um vazamento de dados, ela pode permitir que
malware pareça legítimo para softwares de segurança, dificultando sua
detecção.
- Essa é uma demonstração de como componentes
legados (desatualizados) em softwares podem se tornar vetores de
ataque se não forem devidamente descontinuados e removidos.
🛡️ Dicas de segurança
- Evite baixar softwares antigos ou não
oficiais supostamente vinculados ao banco.
- Mantenha sistemas e antivírus atualizados
e utilize métodos de autenticação fortes (como autenticação de segundo
fator) sempre que possível.
- Desconfie de campanhas de phishing ou
e-mails incentivando instalação de componentes de segurança via links
externos.
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